Quem decide o melhor momento para o bebê nascer?

17 de janeiro de 12

Resposta: o próprio bebê.

A resposta parece óbvia, não é? Mas em muitos casos, outros fatores, além da prontidão do bebê, determinam a data de nascimento.

Médicos ou pais, muitas vezes, tem agendada uma data para induzir o parto ou para efetivar uma cesariana para que o bebê possa nascer antes que o pai ou o médico saia da cidade, ou em tempo para que a avó – que mora em outra cidade – o visite, ou ainda para coincidir com uma data significativa na história da família.

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas é claro em suas recomendações: os partos não devem ser agendados antes de 39 semanas completas de gravidez, a menos que haja indicação médica clara.

Eis “os porquês”:

01) Órgãos importantes, incluindo o cérebro, fígado e pulmões, podem não estar plenamente desenvolvidos;

02) Bebês nascidos antes do tempo são mais propensos a ter problemas de visão ou de audição;

03) Os bebês que nascem muito cedo são muitas vezes demasiado pequenos;

04) Bebês que vêm ao mundo prematuramente são mais propensos a ter dificuldades de sucção e de deglutição ou de ficar acordado o tempo suficiente para comer.

Recentemente, formos informados que, em 2010, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no Brasil. As cesáreas chegaram a 52% do total. Em 2009, os dois modos se igualavam. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendado é uma taxa em torno de 15%.

O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos desde 2004. Como é marcada com antecedência, a cesariana pode ocorrer antes do tempo adequado e levar o bebê a apresentar problemas associados à prematuridade.

Diante deste cenário social, buscamos redobrar nossos esforços para que todas as mães possam levar a termo sua gravidez e que todos os bebês possam nascer saudáveis, “pois foram autorizados a permanecer no útero”, pelo menos, por 39 semanas, o que pode dar-lhes uma oportunidade para um começo melhor.

Dr. Renato Kalil
Diretor Clínico
CRM-SP 62703

Fonte: Kalil Clínica Ginecológica e Obstétrica


Categoria: Gravidez   Tags: Lorem

O sonho de ser mãe começa aqui.

13 de janeiro de 12

Uma das maiores inseguranças de quem sonha e planeja formar uma família é a incapacidade de gerar filhos. Ter dificuldade para engravidar pode representar uma das fases mais difíceis da sua vida. Não é frescura, não é um capricho. A infertilidade é um problema que afeta um em cada dez casais em idade fértil.

Estima-se que somente nos Estados Unidos atinge mais de seis milhões de pessoas – homens e mulheres igualmente. No Brasil, as estatísticas apontam que cerca de dois milhões de casais venham a apresentar algum tipo de dificuldade ao longo de suas vidas reprodutivas.

Os sintomas são silenciosos e se confundem com a conseqüência, que é a ausência de um bebê.
Em que situações uma investigação para infertilidade é recomendada? Em geral, os médicos recomendam após 12 meses de tentativas sem sucesso. Vale ressaltar: se a mulher tem mais de 35 anos, o prazo para a realização do diagnóstico esse prazo é reduzido para seis meses.

Para auxiliá-la no início desta jornada, o Baby Guide consultou os maiores nomes em reprodução assistida de São Paulo: Dr. Paulo Serafini e Dr. Eduardo Motta, especialistas em reprodução assistida do Grupo Huntington; Dr. Renato Kalil, diretor da Clínica Gene Medicina Reprodutiva; Dr. José Bento, ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana.

Concretizando o sonho da maternidade

Durante muito tempo, acreditou-se que a infertilidade era um problema exclusivamente feminino. Após diversas pesquisas na área médica, esse conceito vem mudando e já se sabe que a dificuldade de engravidar pode ser causada tanto pela mulher quanto pelo homem, em proporções bem próximas.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam mais de 60 milhões de casais inférteis no mundo. No Brasil, um em cada 10 casais apresenta problemas de fertilidade.
Além disso, em tempos modernos, a busca pelo desenvolvimento profissional, assim como pelo parceiro e o momento ideal, traz à tona uma característica natural do organismo feminino: a dificuldade de engravidar após os 35 anos. Adiar a gravidez por muito tempo pode resultar em diversos problemas para a mulher moderna. Após essa idade, a taxa de fertilidade diminui sensivelmente, dificultando a geração de um bebê.

A endometriose é também uma das principais causas da infertilidade feminina. Estima-se que 15% das mulheres em idade reprodutiva sofram dessa patologia, diagnosticada como a presença de tecido endometrial (o mesmo tecido que reveste o interior do útero e que é expelido durante a menstruação) fora da cavidade uterina. Pode atingir qualquer parte do corpo, mas é mais comumente encontrada no interior do abdome próximo ao útero, ovários e tubas uterinas.

Já os homens podem apresentar quadros que incluem desde infecções testiculares e prostáticas à ausência de espermatozóides no sêmen. A varicocele, por exemplo, que reduz a mobilidade dos espermatozóides, é uma das causas mais comuns da infertilidade masculina.

Da união do Dr. Paulo Serafini e do Dr. Eduardo Motta, especialistas na área de reprodução humana nasceu o Grupo Huntington Medicina Reprodutiva. Referência há 15 anos em atendimento, pesquisa e prevenção da fertilidade, o grupo possui seis unidades instaladas no Brasil, sendo 3 em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro.
Na capital carioca, os casais fluminenses contam com a dedicação de uma equipe liderada pelos Drs. Isaac Yadid e Marcio Coslovsky.

Com ética, credibilidade e idoneidade, a Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, Congelamento de sêmen e óvulos, Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), entre outras.

Dr. Paulo Serafini e Dr. Eduardo Motta
Especialistas em Reprodução Assistida do Grupo Huntington

 

Pense positivo: sim, é possível.

Quando um casal resolve ficar junto e formar uma família, a primeira coisa em que se pensa é em ter um filho: um bebezinho concebido com amor, tranquilidade e prazer, que carregue nele os genes dos pais, misturando e expressando em si a fusão de dois seres que se conectaram, que se amaram e que desejam reproduzir e perpetuar tudo isso pela vida na figura do filho.

Porém, para muitos casais, a realização do sonho de ter um filho nem sempre é fácil. Enquanto alguns fazem de tudo para evitar uma gravidez, outros fazem de tudo para engravidar, mas não têm sucesso. Em meu consultório, depois do tratamento pré-natal, ou seja, do acompanhamento de gestantes, o maior motivo de procura por consultas é exatamente este: engravidar. Observo homens e mulheres chegarem todos os dias em minha clínica com o desejo de serem pais e mães, e com grande dificuldade de conseguir isso.

Mas a notícia é boa: hoje a medicina está avançada. E são inúmeras as ações que podem ser tomadas no sentido de obter a almejada gravidez. Desde atitudes simples – como aumentar a frequência de relações sexuais – até as avançadas técnicas de reprodução assistida. Há muito que pode ser feito para que o “casal engravide”.
O caminho até a gravidez, sejamos claros, muitas vezes pode ser longo, árduo, exigir empenho, paciência, energia, persistência, investimento, muita tolerância e compreensão com o cônjuge, com o médico e com a medicina, mas posso garantir que tudo vale a pena quando o que está em jogo é trazer um filho à vida.

Atualmente, dispomos de muitos recursos, muito conhecimento e muita experiência para transformar em realidade o sonho de muitos de engravidar. Portanto, procure um especialista para que as atitudes certas possam ser tomadas, e para que tudo isso, no final, resulte na felicidade dos pais de carregar um lindo e saudável filho nos braços.


Dr. José Bento

Ginecologista e Obstetra
Especialista em Reprodução Humana

 

 

Infertilidade secundária

Por que não consigo engravidar novamente?

Engravidar naturalmente uma vez, com facilidade, não é garantia de que o mesmo acontecerá uma segunda vez. São comuns os casos de infertilidade secundária, quando um casal não consegue engravidar ou levar uma gravidez até o final após já terem tido um filho. Esse tipo de infertilidade é tão comum quanto à infertilidade primária, sem ocorrência de gravidez anterior.

Os mesmos fatores que causam a infertilidade primária podem provocar a secundária: bloqueio de trompas, endometriose, problemas de ovulação, pouca quantidade ou falta de motilidade dos espermatozóides, varicocele, dentre muitos outros motivos.

“Com o passar dos anos, as condições de saúde do casal podem se alterar. Seja qual for a causa da infertilidade secundária, ela se desenvolveu ou se agravou após a primeira gestação. Para ter o segundo filho, o casal precisa passar pela avaliação de um especialista em fertilidade”, recomenda o ginecologista e obstetra, Renato Kalil, diretor da Clínica Gene Medicina Reprodutiva.

O tratamento da infertilidade secundária varia de acordo com a causa do problema. Existe a possibilidade de sucesso de gravidez se o casal procurar ajuda médica no tempo adequado, ou seja, assim que notar a dificuldade para engravidar.


Dr. Renato Kalil- Ginecologista e Obstetra

 

 

 

Parto normal


Fotos: Marcela Barros

Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, cerca de 85% dos partos feitos, em 2008, em hospitais particulares do Brasil foram cesarianas. Há cinco anos, esse índice era de 79,2%. Esse número deve ser encarado como um alerta, principalmente quando se leva em consideração o recomendado pela Organização Mundial de Saúde, OMS, que é de 15% de cesáreas.

“Com certeza, este aumento não se deve ao aumento de motivos reais para a realização deste tipo de parto, como os casos de alguns problemas cardíacos da mãe ou quando a placenta recobre o colo do útero. A maioria das cesáreas é agendada com antecedência. As razões para este aumento alarmante são culturais”, diz o ginecologista e obstetra, Renato Kalil, diretor da Clínica Gene Medicina Reprodutiva.

“Se durante os nove meses a mãe for bem orientada e acompanhada,
o parto normal passa a ser a sua escolha natural.” Renato Kalil

Muitas mulheres ainda temem as dores do parto normal por não receberem informações adequadas. A hora certa de ir para a maternidade é uma das principais dúvidas quando se chega ao fim da gravidez. Alguns sinais indicam que o momento está próximo, mas eles variam de mulher para mulher e diferem a cada gestação.

“O mais provável é que o trabalho de parto se inicie na forma de cólicas-contrações. Esse é o sinal mais comum para 60% das mulheres. Outro indício de que chegou a hora é a ruptura da bolsa, identificável pelo vazamento de líquido amniótico pela vagina, que ocorre em 20% das gestações. O aviso de que a hora chegou também pode ser um pequeno sangramento. Apenas em menos de 2% dos casos, as mulheres não apresentam nenhum destes sintomas”, explica Renato Kalil.

Conhecer estes sinais de alerta pode ser útil para avaliar, com mais precisão, principalmente na primeira gravidez, se realmente é o momento de pegar as malas e ir para a maternidade. É comum que no fim da gestação, a ansiedade aumente, o que costuma atrapalhar a interpretação correta destes indícios.

“Desde o início do pré-natal, procuramos conscientizar as gestantes que não faltam avisos que indicam que o trabalho de parto vai começar. Nenhum bebê nasce tão rapidamente a ponto da mãe não perceber o gradual aumento dos sinais de que ele vai nascer… Se durante os nove meses a mãe for bem orientada e acompanhada, o parto normal passa a ser a sua escolha natural”, defende o obstetra.

Importância da companhia na hora do parto

“A mulher precisa se sentir segura e confiante para dar à luz. A mais eficiente tecnologia para o sucesso de um parto é bem antiga: é o suporte emocional e o apoio que a mulher recebe de um acompanhante de confiança durante o parto. Esta possibilidade de ter um acompanhante reforça a escolha do parto normal por muitas gestantes”, defende Kalil.

Legalmente – Lei N ° 11.108, de 7 de abril de 2005 – é direito da mulher dar a palavra final sobre quem deve ficar ao seu lado nesse momento. Afinal, a pessoa que a acompanhará no parto precisa oferecer suporte emocional e fazer com que ela se sinta segura. Na maioria dos casos, quem cumpre esse papel é o marido. Mas não há uma regra.


Categoria: Planejamento   Tags: Lorem

Amamentação: – A visão psicológica

02 de novembro de 11

A Organização Mundial de Saúde recomenda que até os 6 meses de idade, a criança receba exclusivamente o leite materno como alimento. A partir de então, deve incluir outros alimentos em sua dieta, porém seguir amamentando até os dois anos.

Os benefícios físicos do aleitamento materno são amplamente divulgados nas campanhas governamentais, revistas e sites voltados para gestantes e nos consultórios médicos. O ato de amamentar, porém, envolve uma série de questões psicológicas que também devem ser consideradas.

Durante toda a gestação mãe e bebê vivem um processo de união em um nível extremo. Eles fazem parte um do outro. O momento do parto, apesar da felicidade de trazer para o mundo este ser tão desejado, também constitui para ambos um momento de trauma pela separação. Para a mãe, este também é um momento de regressão para a sua própria experiência como bebê, o que pode facilitar ou dificultar o processo de amamentação. Experiências negativas vividas pela mãe em seu início de vida podem aumentar a sua insegurança e ansiedade por não sentir-se capaz de cuidar do bebê.

Outro fator que pode influenciar a opção da mãe por deixar de amamentar está relacionado à própria biologia humana. Os seios constituem-se, ao mesmo tempo, como órgãos de nutrição e erógenos, sendo, portanto, uma zona de geração de prazer. O prazer que o ato de amamentar gera pode assustar algumas mulheres, desencadeando um sentimento de inadequação e culpa, colaborando então  para o abandono do aleitamento materno.

 Em especial durante as primeiras semanas de vida, grande parte do tempo em que o bebê está acordado está ligado a amamentação, e toda a sua atenção e personalidade estão presentes nestes momentos de interação com a mãe. Quando superados estes sentimentos iniciais de insegurança e inadequação, o processo de amamentar colabora pra a criação e fortalecimento do vinculo entre mãe e bebê, ajudando ambos a superarem o trauma do nascimento e desenvolverem uma intensa identificação e relacionamento. Esta identificação será fundamental para o futuro desenvolvimento emocional, social e afetivo do bebê.

É importante lembrar, porém, que o processo de amamentação é bastante cansativo para a mãe. O bebê precisa mamar em curtos espaços de tempo, e não é possível que a mãe seja substituída nesta tarefa, o que pode, com o passar dos meses, levar a mulher a uma sensação de perda de sua própria identidade. Contar com o apoio de pessoas próximas, para que consiga ter momentos para dedicar-se a sí própria, pode colaborar para a diminuição desta sensação, e consequentemente, para o prolongamento do período de amamentação.

Renata Peixoto

Babá Ideal

Tel: 11 5181-1381 / 2639-1779


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