13 de janeiro de 12

Adotando linguagem contemporânea e visando o lado poético da gravidez fotógrafos especializados registram cada detalhe das novas formas da futura mamãe. “Trata-se da recordação de uma fase da mulher que é única”, lembra a fotógrafa Flavia Bechara. Mas como funciona, de fato, a sessão de fotos? Entrevistamos especialistas no assunto que revelaram como aproveitar este momento.

Por que fazer?
“A gestação é composta de 9 longos meses em que o crescimento da barriga é gradual. Porém, após o nascimento, ela desaparece como em um passe de mágica, deixando saudades. Fotografamos para lembrar melhor”, observa Fernanda Sá.
Qual é melhor época?
Rachel Guedes afirma que “entre a 30ª e 32ª semanas costuma ser a melhor fase da barriga. Em casos de gestações múltiplas, o ideal é entre a 24ª e 26ª semanas”. Mas, é claro, trata-se de uma decisão muito pessoal: se quiser fazer antes ou depois, fique à vontade.
É interessante realizar várias sessões de fotos ao longo da gestação?
“Fica a critério da gestante. Uma boa opção é realizar uma foto por mês e um ensaio completo com o barrigão. No final, pode compor um painel com a linha do tempo dessa fase”, sugere Rachel Guedes.
Quais são as vantagens de fazer o ensaio fotográfico no estúdio?
Os melhores profissionais estão preparados para recebê-la em ambientes envolventes e acolhedores, aonde você se sentirá relaxada e descon-traída. “Os recursos do estúdio criam um ambiente que favorecem uma estética fotográfica clean. Além disso, a qualidade das fotos independerá das condições climáticas e da iluminação natural”, explica Gabriela Jeraissati e Daniela Oliveira, dupla à frente do Zoom Dani & Gabi.
É recomendável clicar a sessão em casa?
“O ensaio em casa deve ser feito com o bebê: é uma excelente oportunidade para fotografar no quarto, a decoração, a hora do banho, etc.”, aconselha Rachel Guedes.
Muitos homens são introvertidos. Como convencê-los a participar?
Rachel Guedes dá a dica: “o ideal é irem juntos e deixá-lo à vontade: se ele quiser, fotografa. Mas, em geral, acabam percebendo que vale a pena”. A fotógrafa Fernanda Sá ressalta que “os maridos são cada vez mais solicitados a participar de cada passo da gestação. E observo que estão muito felizes com isso. Convido-os para chegar ao final da sessão e deixo que se contagie com a descontração da gestante que já está há horas fotografando”.
Algumas mulheres são tímidas; outras não se sentem à vontade com as novas formas. Como superar esses receios?
“O projeto não visa apenas a estética, não é um book de modelo; portanto a mulher que valorizar a fotografia de família e quiser essa lembrança deve fazer”, pontua Rachel Guedes. Lembre-se: assim como você, a maioria das mulheres nunca fotografou em um estúdio profissional e não sabe como comportar-se diante das câmeras. Confie na experiência da equipe que você contratou, pois seu ensaio é único e especial. “A fotografia está a serviço para o registro de momentos de amor. Fotografia é memória e o ensaio de gestantes deve ser fruto de uma experiência prazerosa e alegre”, lembra Fernanda Sá.
11 de janeiro de 12


Foto: Rachel Guedes
A gravidez é um tema que envolve inúmeros questionamentos e mitos. Entre eles, está a questão esportiva. Afinal, a futura mamãe pode praticá-los? “Se for uma gravidez normal e saudável, ela pode praticar exercícios de baixo impacto e esportes nos quais ela não corra o risco de cair ou ser atingida por objetos ou pessoas. Isso vai ajudá-la a carregar o peso extra, facilitar na hora do parto, aliviar o estresse e a aumentar gradativamente o ritmo físico”, esclarece a Dra. Cristiane Coelho, médica nutróloga. Mas, lembre-se: consulte o seu médico antes de iniciar qualquer atividade física.
YOGA
Vantagens. As aulas contêm exercícios de alongamento, equilíbrio, relaxamento e respiração. “Durante as aulas, fazemos uma série de posturas onde trabalhamos e fortalecemos áreas como a caixa torácica, as articulações, os músculos da região pélvica e lombar – todas são fáceis de serem colocadas em prática em qualquer lugar, inclusive na hora do parto. A gestante tem, assim, um maior controle sobre o corpo, a mente e a respiração”, explica Drika Fischer, professora do YogaFlow.
Fase. Recomenda-se iniciar as aulas após o 1° trimestre. Segundo Drika “é fundamentar manter o professor sempre informado sobre a condição da sua saúde, para que a aula possa ser direcionada de forma individual, atendendo as suas necessidades”.
Contraindicações. Posturas (ásanas) como decúbito ventral (feitas sobre o ventre, deitada de barriga pra baixo), ante-flexão (alongamento do tronco em direção as pernas). Torções muito intensas e invertidas são contraindicadas: se executadas corre-se o risco de comprimir o cordão umbilical, além da forte pressão no diafragma. Em nenhum exercício deve-se comprimir a região do abdômen.
Precauções. Consulte sempre seu médico antes de iniciar qualquer atividade física. Tenha sempre uma garrafinha de água em mãos e fique atenta aos sinais que seu corpo envia.
Periodicidade. “Aconselho no mínimo 2x por semana. A regularidade nas aulas é muito importante para manter e potencializar os benefícios das atividades passadas. O ideal é fazer todos os dias. Um dia o corpo está desperto, ágil; no outro talvez fatigado, dolorido. Entre na prática respeitando todas as limitações, respeite o seu próprio ritmo. Essa é a forma mais elevada de se praticar, independente de quantas vezes por semana, ou quantas horas no seu dia”, assegura Drika.
Drenagem Linfática
Vantagens. “A drenagem ameniza bastante a retenção hídrica e a partir daí há melhora da circulação sanguínea da mãe e do bebê; do sono e locomoção; diminuição de dores e cansaço nas pernas; aumento da disposição; evita ganho de gordura localizada e celulite; melhor recuperação no pós-parto”, esclarece a Dra. Ana Hara, à frente do Hara Spa.
Fase. Do início da gestação até que o bebê nasça é permitido e indicado. Vale lembrar que no período pós-parto é importante continuar o tratamento pelos motivos citados acima.
Contraindicações. A Dra. Ana alerta: “Não é permitido em casos de trombose venosa profunda, pois existe o risco de ocorrer um deslocamento do trombo. Também é desaconselhável em casos de febre, hemorragias, inflamações e infecções agudas, pois podem disseminar-se pelo sistema linfático. Insuficiência cardíaca congestiva; filariose linfática; dengue; H1N1 e gravidez de risco também são situações em que a drenagem não é consentida”.
Precauções. A principal preocupação é procurar um local onde tenha profissionais qualificados e experientes neste assunto.
Periodicidade. Não há limite, a gestante pode e deve fazer drenagem linfática profunda todos os dias.
Pilates

Vantagens. Fortalecimento da parede abdominal; diminuição das tensões geradas nos músculos; mobilização da coluna lombar, que perde sua curva natural durante a gestação, aliviando assim as dores; fortalecimento da musculatura das pernas (favorecendo a circulação sanguínea) e dos músculos dos membros superiores para futuramente carregar o bebê e ajustar o corpo ao aumento de peso e volume das mamas; melhora no sono, na concentração e em toda a mecânica respiratória. “Conforme a mãe controla melhor o seu peso, o crescimento do útero e do bebê será adequado, além de receber endorfina (hormônio do relaxamento) que contribui para o bem-estar dele”, esclarece Letícia Toledo, coordenadora da Pilates StudioFit.
Fase. Normalmente, as gestantes são liberadas para iniciar qualquer tipo de atividade física após o terceiro mês. “Estipular um mês para o fim da prática é bastante relativo. Portanto, converse constantemente com seu professor expondo-lhe como se sente a cada aula”, explica Letícia Toledo.
Contraindicações. Em geral, as limitações são alertadas pelos médicos, analisando caso a caso.
Precauções. Por conta das necessidades especiais que a mulher terá durante o período gestacional é imprescindível contar com profissionais qualificados.
Periodicidade. De 2 a 3 vezes na semana.
Hidroginástica
Vantagens.“Alívio dos desconfortos posturais típicos da gestação (dores lombares, cervicais, coccígeas, ciático), melhora da postura e da condição cardiorrespiratória, alívio de edemas, diminuição da ansiedade e, principalmente, um retorno rápido ao peso inicial e também à atividade física após o parto”, elucida Melissa Cirello, professora da 4FIT Academia.
Fase. Nenhuma atividade física pode ser iniciada sem a autorização médica. É indicado o início da atividade na 12ª semana de gravidez. Contudo, existem casos em que os médicos liberam a atividade física desde o seu início. Nesta situação, tal medida ocorre, geralmente, em mulheres já treinadas. Mas tal conduta não é o comum.
Contraindicações. “Não existem grandes entraves para a prática da hidroginástica durante a gestação. O que pode acontecer é uma interrupção da atividade física devido alguma intercorrência durante a mesma, como por exemplo: hipertensão induzida pela gravidez, hemorragia persistente no 2º ou 3º trimestre, retardo de crescimento intra-uterino e rotura prematura das membranas”, ressalta Melissa.
Precauções. Determinados cuidados a serem tomados durante as sessões, como: a frequência cardíaca não pode exceder 140 bpm; a atividade física estressante não deve exceder 15 minutos; evite a posição supina (barriga para baixo) após o 4º mês de gestação, pois ocasiona a compressão da veia cava e, consequentemente, pode gerar mal-estar ou até desmaio; as sedentárias devem iniciar em um ritmo mais leve do que gestantes ativas.
Periodicidade. É indicado fazer de 3 a 5 vezes por semana. Mas não há um limite.
Atenção! Algumas mulheres precisam de mais cuidados para fazer exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade em casos de:
• ameaça de aborto espontâneo
• já teve um bebê prematuro no passado
• risco de um trabalho de parto prematuro
• placenta baixa
• sangramentos forte recorrentes
• problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril
• algumas doenças preexistentes
• quadro de pressão arterial muito alta
• gestação múltipla
11 de janeiro de 12


Foto: Fernanda Petelinkar
Conhecido como pós-parto ou resguardo, o puerpério é um período que desperta (quase) tantas dúvidas quanto a gestação. A duração varia em torno de 6 a 8 semanas e só termina com o retorno das menstruações. Em nenhuma outra fase da vida modificações físicas tão grandes acontecem em tão curto espaço de tempo. Todos os órgãos se recuperam das alterações ocorridas ao longo da gravidez e do parto e nessa fase se inicia a lactação. Além disso, importantes mudanças psicológicas ocorrem. Todas as suas dúvidas devem ser discutidas detalhadamente com o seu médico, pois é ele quem melhor conhece as particularidades individuais. Responsável pela beleza das mulheres mais bonitas do país, a consagrada médica nutróloga Dra. Cristiane Coelho explica como compor um cardápio equilibrado durante o pós-parto.
Quais alimentos podem ser ingeridos após o parto?
Durante e após o parto é importante manter uma refeição equilibrada com todos os grupos alimentares (carboidrato, proteína, lipídeos, vitaminas e minerais) esse é cuidado essencial, pra vida toda.
O que deve ser evitado?
A ingestão excessiva de café, pois pode provocar insônia e irritabilidade ao bebê e o álcool que é prejudicial. Chocolate é contra indicado durante a amamentação e pode causar cólicas no bebe.
Como deve ser a alimentação durante o período de amamentação?
Quem teve um ganho de peso saudável durante a gestação deve ter uma ingestão energética adicional de 300 a 500 calorias ao dia, mas esse aumento deve ser acompanhado de uma alimentação equilibrada, fracionada em seis refeições no dia.

Foto: Fernanda Petelinkar
Proteínas, vitaminas e minerais.
A mãe pode apresentar um apetite maior nessa fase, seu organismo gasta muitas calorias para produzir o leite (para 1 litro de leite gastam-se aproximadamente 900 calorias), por isso, a mamãe apresenta maior necessidade de proteínas, vitaminas e minerais.
Água. É importante a ingestão de no mínimo 2 litros de água por dia e não de “líquidos”, pois a hidratação com sucos, refrescos e refrigerantes poderá ser mais calórica, menos eficiente . Ômega-3. È adequado o consumo de peixe duas a três vezes por semana, afim de garantir os níveis de Ômega- 3 no leite materno, importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso e da retina do bebê.
Muitas gestantes ficam ansiosas para perder o peso adquirido durante a fase gestacional.
Esqueça regimes restritivos, elas podem prejudicar a produção e a composição do leite materno. Faça dietas saudáveis, evite ingerir doces, frituras, guloseimas e comidas prontas – estas podem conter conservantes, ajudam a engordar, a reter líquido e são pobres nutricionalmente.
Como compor um cardápio que permita a redução de peso?
Sempre se deve procurar a ajuda de um profissional que elabore uma dieta alimentar personalizada. Com a errônea super valorização da magreza como padrão estético da nossa sociedade atual, muitas mães não querem amamentar para ficarem liberadas às dietas radicais e voltar rapidamente ao peso pré-gestacional. Aquela que segue essa conduta pode até perder peso rapidamente, mas como em toda dieta radical, esse tipo de perda de peso é mais à custa de músculo do que gordura.
Quais cuidados estéticos são liberados?
Para futura ou recente mamãe, a prevenção ainda é o melhor tratamento, dieta rica em nutrientes durante a gravidez, para combater estrias, celulite e gordura localizada, pode-se usar cremes hidratantes, óleos, e beber muita, mas muita água! E, no mais, aproveite e cultive esse momento especial entre seu bebê e você.
02 de novembro de 11

A Organização Mundial de Saúde recomenda que até os 6 meses de idade, a criança receba exclusivamente o leite materno como alimento. A partir de então, deve incluir outros alimentos em sua dieta, porém seguir amamentando até os dois anos.
Os benefícios físicos do aleitamento materno são amplamente divulgados nas campanhas governamentais, revistas e sites voltados para gestantes e nos consultórios médicos. O ato de amamentar, porém, envolve uma série de questões psicológicas que também devem ser consideradas.
Durante toda a gestação mãe e bebê vivem um processo de união em um nível extremo. Eles fazem parte um do outro. O momento do parto, apesar da felicidade de trazer para o mundo este ser tão desejado, também constitui para ambos um momento de trauma pela separação. Para a mãe, este também é um momento de regressão para a sua própria experiência como bebê, o que pode facilitar ou dificultar o processo de amamentação. Experiências negativas vividas pela mãe em seu início de vida podem aumentar a sua insegurança e ansiedade por não sentir-se capaz de cuidar do bebê.
Outro fator que pode influenciar a opção da mãe por deixar de amamentar está relacionado à própria biologia humana. Os seios constituem-se, ao mesmo tempo, como órgãos de nutrição e erógenos, sendo, portanto, uma zona de geração de prazer. O prazer que o ato de amamentar gera pode assustar algumas mulheres, desencadeando um sentimento de inadequação e culpa, colaborando então para o abandono do aleitamento materno.
Em especial durante as primeiras semanas de vida, grande parte do tempo em que o bebê está acordado está ligado a amamentação, e toda a sua atenção e personalidade estão presentes nestes momentos de interação com a mãe. Quando superados estes sentimentos iniciais de insegurança e inadequação, o processo de amamentar colabora pra a criação e fortalecimento do vinculo entre mãe e bebê, ajudando ambos a superarem o trauma do nascimento e desenvolverem uma intensa identificação e relacionamento. Esta identificação será fundamental para o futuro desenvolvimento emocional, social e afetivo do bebê.
É importante lembrar, porém, que o processo de amamentação é bastante cansativo para a mãe. O bebê precisa mamar em curtos espaços de tempo, e não é possível que a mãe seja substituída nesta tarefa, o que pode, com o passar dos meses, levar a mulher a uma sensação de perda de sua própria identidade. Contar com o apoio de pessoas próximas, para que consiga ter momentos para dedicar-se a sí própria, pode colaborar para a diminuição desta sensação, e consequentemente, para o prolongamento do período de amamentação.
Renata Peixoto
Babá Ideal
Tel: 11 5181-1381 / 2639-1779